sexta-feira, 22 de março de 2013

Eu li, tava no site e no Twitter!

 
"O maior problema com estas frases que vemos na internet, é que nunca sabemos se elas são realmente verdadeiras." Optei por não colocar o autor, mesmo porque eu não sei quem ele é. Na verdade até tinha o nome, mas desconfio que não sejam nem o Santos Dumont, nem o Getúlio Vargas, como eu vi em algumas montagens espalhadas pelas redes sociais. Só desconfio. Não sei, não me parece que eles escreveriam algo assim. Bem, e não é a primeira vez que isto acontece, pois por muitas vezes já duvidei da veracidade de algumas citações e documentos - e até perfis -  que vira-e-mexe aparecem nas páginas que eu acesso. Imagino que aconteça o mesmo com vocês, não é?

Mas por que certas pessoas têm tanta vontade de disseminar ideias usando o nome dos outros? Seria pela fama? Garantia de sucesso? Digo sucesso porque tem certas coisas que só ganham notoriedade por conta do nome de quem as criou. Agora, indo mais além: por que certas pessoas têm tanta vontade de denegrir imagens e mexer com a compaixão de outros, veiculando informações falsas?


Textos se espalham aos montes pelas caixas de entrada de e-mail alheias e na maioria das vezes só são compartilhados porque são assinados por Arnaldo Jabor, Luís Fernando Veríssimo, dentre outros mestres da prosa brasileira. Já recebi, inclusive, um mesmo texto com dois autores diferentes. Não tão somente, já vi perfis de famosos, dentre os quais o de Tico Santa Cruz - de quem sou muito fã - ofendendo, agredindo e humilhando internautas e banalizando e fazendo brincadeiras cretinas até sobre a morte de Rodrigo Netto, ex-guitarrista do Detonautas e amigo de Tico, assassinado durante um assalto. Provavelmente estes usuários da internet não têm noção da irresponsabilidade que é utilizar o nome de terceiros para tais fins, independentemente de ser apenas uma frase. Uma frase vem carregada de opiniões, que podem ser contrárias ao "autor", o que pode gerar uma grande repercussão na mídia, haja vista que tantos outros milhares de internautas podem ter acesso a tais informações falsas. É exatamente por estas circunstâncias que nós precisamos estar cada vez mais atentos a tudo que lemos, ouvimos e compartilhamos, pois nem sempre pode ser aquilo que diz ser. Talvez este tenha sido o ponto de partida das minhas indagações quanto a autoria de determinados documentos. Hoje em dia, eu só acredito depois de pesquisar muito.


É claro que a internet disponibiliza de um acervo gigantesco de informações e que a todo momento somos bombardeados com novas opiniões, novas formas de pensar. Mas como avaliar se aquelas informações são verdadeiras? Isso coloca em xeque a nossa decisão de qual caminho escolher. Quer dizer, como acreditar que aquilo é verdade, que realmente foi dito por quem está assinando no final da página? É muito difícil saber. A internet é uma terra-de-ninguém e está lotada de aproveitadores que divulgam notícias que não existem ou usam o nome de alguém, no intuito de promover outrem ou mesmo prejudicar, como no último caso de perfis falsos, onde Jean Wyllys foi protagonista.

Cabe a nós, então, a analisar com certa minúcia tudo aquilo que recebemos. Até porque é impossível esperar que estes imbecis que circulam pela rede parem de fazer tais brincadeiras irresponsáveis. Portanto temos de pesquisar, ler muito, perceber a confiabilidade dos veículos de informação, antes de tomar aquilo como verdade absoluta. Seria como ouvir apenas um lado da história, quando dois amigos seus brigam. Quem tem razão? Só ouvindo a versão dos dois mesmo, pra descobrir quem está mentindo.

Este texto foi escrito por Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Pode confiar.

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