quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Um mínimo de respeito

A matemática é bem simples: hoje há cerca de 100 milhões de trabalhadores no Brasil, formais ou não. Ou seja, para cada Real que ganham, o custo aos cofres do governo é de 100 milhões, certo? Tendo-se isso em mente, não é difícil imaginar que um aumento de salário é algo que deve ser feito aos poucos, pois esse aumento não pode pesar no orçamento.
Não faz muito tempo, houve uma aprovação de 70% de aumento para parlamentares e de 150% para ministros e presidente. Ainda que a população tenha ficado indignada, ficou no ar aquele misto de euforia e felicidade, pois se o governo pode dar um aumento tão alto como esse para nossos consagradíssimos políticos, é claro que, em breve, aumentariam o salário, humoristicamente chamado de 'mínimo', dos batalhadores trabalhadores brasileiros.
O que é o mínimo? O mínimo de respeito que se espera de um governo pelos que tanto trabalham para sustentar os pilares da sociedade, que apesar da dificuldade tem um máximo de humildade e enfrentam todos os dias os mesmos problemas porque precisam (e muito) daqueles míseros R$540,00 no fim do mês para alimentar seus filhos.
Os trabalhadores, que vivem como escravos em senzalas, que não têm o mínimo de segurança, o mínimo de decência dos locais em que trabalham e ficam sujeitos a tudo, porque o mínimo é o máximo que podem ganhar.
O mínimo é isso: são os poucos trocados que mais da metade da população luta pra conseguir, que não chega nem ao mínimo suficiente pra sobreviver. Como mudar isso? Como tornar possível a vida digna de tantos trabalhadores que ganham pouco?
Tamanha foi a chuva de reclamações, angústias, fofocas, esperanças e orações, que finalmente a Câmara aprovou um novo aumento para esses bolsos vazios. Pense em tudo que pode ter com esse novo aumento: mais comida na mesa, roupas novas, aparelhos eletrônicos. SIM! A expectativa do povo foi ao máximo na espera de um acréscimo nada mais do que justo.
No fim, o aumento foi de... 5 reais! Se era pra ser assim, pelo menos que esperassem um planejamento mais maciço; é preferível um acréscimo menos vergonhoso à ganhar esmolas.

Compre um X-búrguer e dê-se por satisfeito, cidadão.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A magia do Carnaval

Há quem diga que o Carnaval é uma época de folias, de pular e sambar até não poder mais. Outros, mais preguiçosos e caseiros, o veem pura e simplesmente como uma miserável festa barulhenta, sem propósito algum. Seja lá qual for a sua definição para o Carnaval, ele não deixa de ser uma coisa interessante, com um jeito bem particular. Me lembra muito o sexo, aquele prazer do orgasmo... graças à Deus o sexo não é totalmente igual ao Carnaval e não acontece só uma vez por ano, nem é organizado pela LIESA. Ainda assim, ele me passa uma sensação tão única, que parece até magia.
Sim, muitos já disseram por aí... a magia do Carnaval. Contagiante, com suas escolas na avenida, com suas mulatas de samba no pé e um incrível poder de indução, que faz os gringos mais excêntricos arriscarem um dois-pra-lá-dois-pra-cá. Juntando isso e mais outros tantos ingredientes, nasce essa tal mágica, que só quem viu de perto pode (tentar, pelo menos) explicar.
E como toda boa mágica, os segredos nunca são revelados. Claro, o truque fica sem graça se você souber como funciona. Deve ser por esse motivo que ninguém descobriu até hoje como aquele incêndio apareceu nos galpões das escolas, um mês antes do desfile, na Sapucaí. E foi um senhor truque!
Os assistentes, todos vestidos de bombeiro, ficaram apenas olhando para o lado de fora para tirar atenção do público. Eram muitas pessoas em volta, então se fazia necessário muitos assistentes. Eram, pelo menos, 70 homens, todos bombeirinhos. Enquanto isso, o mágico aprontava as artemanhas e não precisou nem dizer Abracadabra para o galpão virar um archote bárbaro; um show de pirotecnia! Ficaram todos maravilhados, aquela fumaça toda, as labaredas, uma beleza! E, como todo bom mágico, este não revelou seus segredos, nem mesmo sua identidade. Saiu pela porta dos fundos antes de receber os aplausos.
E o fogo? Bem, o fogo ficou lá e os assistentes nem perceberam. Demoraram mais de um dia para se tocar que o ilusionista havia ido embora e não o controlara. As chamas se espalharam e deu no que deu.
Mas é isso que se ganha por confiar em assistentes mal pagos. Agora não se sabe quem foi o real culpado disso tudo, nem se o mágico deixou tudo queimar sem querer.
Será que foi armação? Mesmo que tenha sido, ninguém vai saber mesmo; esperta é a LIESA, que assiste todos os espetáculos e nunca percebeu que os que tiram coelhos da cartola, querem, na verdade, serrar todos os oponentes ao meio. Todo ano é a mesma coisa, a diferença é que os mágicos estão ficando mais habilidosos. Olho vivo, foleões, não façam isso em casa, o Carnaval está ficando competitivo demais e muito perigoso! Isso é assunto para profissionais. E esse ano, o desfile promete fortes emoções, pois muita coisa ainde pode desaparecer debaixo dos panos!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Rapidinha da Semana #18

O ex-vice-presidente da República, José de Alencar, voltou a ser internado nesta quarta-feira (9), por volta das 14h no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. De acordo com o boletim médico, Alencar foi internado por conta de uma inflamação causada por uma perfuração no intestino e está na UTI. O estado de saúde dele é grave. Ainda de acordo com o boletim, Alencar está consciente e sendo submetido a exames para avaliação da conduta médica a ser adotada.



Alguém aí sabe qual é o ponto fraco desse ser aparentemente imortal??? Arranca a espada da mão dele, Dilma!