terça-feira, 17 de novembro de 2009

O bom e velho jeitinho

Brasileiro tem mania de querer resolver tudo do jeito mais fácil. Abandona os sonhos em troca de comodidade, as reinvidicações pra não se estressar, e abre mão do que lhe faz bem só porque não gosta muito de sujar as mãos.
O velho jeitinho do brasileiro: o jeito da malandragem, da sacanagem, de levar tudo numa boa, que te faz até pensar em ter orgulho de ouvir que alguém que toma no próprio rabo dizer que odeia politico ladrão, mas no lugar dele, certamente, faria o mesmo.
Brasileiro é bobo. Usa do velho jeitinho e não se da conta de que o mesmo é a marca registrada da ignorância de meia população, o que nos remete a marca de jeitinho do regresso.
Em tese, o jeitinho é a ginga, a maneira da pessoa se colocar diante do problema e ficar na dúvida entre o certo e o errado. Não que ele não saiba desde pequeno o que é o certo e o errado, ele só fica na dúvida em qual caminho vai se beneficiar mais. Brasileiro é burro.
O jeitinho internacional funciona, mas por que o nosso, não? Pois bem (pasmem), veja se há condição de alguém que corneta a si mesmo ter alguma condição verossímil de se desenvolver?
Alguém que acha que subornar um policial é light, ora vejam, roubar dinheiro na câmara que é feio.
É, brasileiro, seu jeitinho de quinta categoria nada mais é do que aceitar remédio ruim sem nem estar doente, mas não liga não, não é com voce né?
Sem perceber, com o bom e velho jeitinho, cortamos os próprios pulsos, e de gingado em passado, morremos aos poucos.