segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Amor, amor, amor...

a.mor (ô) sm. 1. Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem. 2. Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro.
É incrível como uma palavra de quatro letras (o mesmo do latim e de tantas outras eras) consiga ser a grande incógnita da sociedade. Não existem significados, nem precedentes; não existe fundamento, só existe. Uma palavra que faz rir e chorar, nos alivia e nos dói. Como pode 'amor' ser algo tão forte que beira extremidades opostas em minutos? A decepção, a felicidade, o (des)contentamento instantâneo. Um sentimento tantas vezes ridículo, tantas vezes questionado. E se pararem pra perguntar, ninguém dá o mesmo significado. É como diz o dicionário ou como diz sua concepção? O amor existe, e aí? Quem pode descrevê-lo melhor que ele próprio? Que voce próprio? Só voce sabe o que o que ele é e o que ele te proporciona. Se voce o torna o sentimento mais bonito ou o confunde com o ódio, palavra contraste que se encaixa muito bem em suas dobras, e o torna ridículo, é voce quem determina. O amor é assim, diferente a todos, aos olhos de quem vê, aos olhos de quem sente. Um sentimento maravilhoso que todos podem ter, mas poucos tem coragem de usar. E quando se arrependem de tê-lo experimentado, querem logo esquecê-lo e fazer da vida uma solidão. O amor é isso, é o materno e o platônico e nos faz provar dos mais doces deletérios da vida, e quem o limita? Ninguém, ele num para de existir, ele acontece até quando não se percebe. Talvez falte em alguns, por isso a discórdia de tantos anos que assisto do alto do meu muro.
O amor pra mim e para o poeta é o ridículo da vida, não por o confundirmos com o ódio, mas porque todos procuram nele uma pureza impossível de ser encontrada. Nada contra, ele só falta acontecer em mim e me fazer acreditar que ele pode ser puro.